Tuesday, January 15, 2013

Petrópolis cancela Carnaval para investir em saúde

O prefeito de Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, Rubens Bomtempo, anunciou que não haverá Carnaval na cidade e que os repasses, no valor de R$ 1 milhão, que iriam para o desfile das escolas de samba do município, serão investidos na saúde. A decisão foi tomada durante reunião com o presidente da Fundação de Cultura e Turismo, Juvenil dos Santos, e representantes de escolas e blocos da cidade, que entenderam a situação e concordaram com a providência do governo municipal.

De acordo com o presidente da Fundação de Cultura e Turismo, estruturas como as arquibancadas, por exemplo, não serão montadas, o que não impede que os blocos que queiram sair desfilem pela rua do Imperador. “Não estamos cancelando o Carnaval da cidade, só não iremos repassar os recursos, que serão encaminhados para um setor que está em estado de calamidade e precisa de todo o empenho e recursos financeiros. Estamos pensando no bem-estar da população. Tivemos a adesão espontânea das agremiações”, disse Santos.

Outros tradicionais eventos, como o Baile dos Fantasmas e o Banho à Fantasia, estão mantidos, assim como os bailes que ocorrem nos bairros, como Alto da Serra, Praça Pasteur e Pedro do Rio. A Matinê no Obelisco também está mantida. Para garantir a segurança dos foliões que forem para a avenida durante o Carnaval acompanhar os blocos, a Guarda Municipal e as polícias Civil e Militar estarão nas ruas.

A diretora de patrimônio da Escola de Samba Independente de Petrópolis, Marilda da Silva Antunes, elogiou a medida tomada pelo prefeito. “A saúde do município está um caos e precisa de todo o apoio. Não é justo realizarmos uma festa, enquanto os hospitais estão sem leitos e sem remédios.”

Agência Brasil

Thursday, December 13, 2012
Índias Kayapó 

Índias Kayapó 

Monday, November 5, 2012

Virgindade de meninas índias vale R$ 20 no Amazonas

No município amazonense de São Gabriel da Cachoeira, na fronteira do Brasil com a Colômbia, um homem branco compra a virgindade de uma menina indígena com aparelho de celular, R$ 20, peça de roupa de marca e até com uma caixa de bombons.

A pedido das mães das vítimas, a Polícia Civil apura o caso há um ano. No entanto, como nenhum suspeito foi preso até agora, a Polícia Federal entrou na investigação no mês passado.

Doze meninas já prestaram depoimento. Elas relataram aos policiais que foram exploradas sexualmente e indicaram nove homens como os autores do crime.

Entre eles há empresários do comércio local, um ex-vereador, dois militares do Exército e um motorista.

As vítimas são garotas das etnias tariana, uanana, tucano e baré que vivem na periferia de São Gabriel da Cachoeira, que tem 90% da população (cerca de 38 mil pessoas) formada por índios.

Entre as meninas exploradas, há as que foram ameaçadas pelos suspeitos. Algumas foram obrigadas a se mudar para casas de familiares, na esperança de ficarem seguras.

Folha conversou com cinco dessas meninas e, para cada uma delas, criou iniciais fictícias para dificultar a identificação na cidade.

M., de 12 anos, conta que “vendeu” a virgindade para um ex-vereador. O acerto, afirma a menina, ocorreu por meio de uma prima dela, que também é adolescente. “Ele me levou para o quarto e tirou minha roupa. Foi a primeira vez, fiquei triste.”

A menina conta que o homem é casado e tem filhos. “Ele me deu R$ 20 e disse para eu não contar a ninguém.”

P., de 14 anos, afirma que esteve duas vezes com um comerciante. “Ele me obrigou. Depois me deu um celular.”

Já L., de 12 anos, diz que ela e outras meninas ganharam chocolates, dinheiro e roupas de marca em troca da virgindade. “Na primeira vez fui obrigada, ele me deu R$ 30 e uma caixa com chocolates.”

DEZ ANOS

Outra garota, X., de 15 anos, disse que presenciou encontros de sete homens com meninas de até dez anos.

"Eu vi meninas passando aquela situação, ficando com as coxas doloridas. Eles sempre dão dinheiro em troca disso [da virgindade]."

P. aceitou depor na PF porque recebeu ameaças de um dos suspeitos. “Ele falou que, se continuasse denunciando, eu iria junto com ele para a cadeia. Estou com medo, ele fez isso com muitas meninas menores”, afirma.

Familiares e conselheiros tutelares que defendem as adolescentes também são ameaçados. “Eles avisaram: se abrirem a boca a gente vai mandar matar”, diz a mãe de uma menina de 12 anos.

Fonte: Folha de São Paulo

Friday, October 5, 2012
Oppan Gangnam Starbucks

Oppan Gangnam Starbucks

Thursday, October 4, 2012
Cidadão padrão

Cidadão padrão

Tuesday, October 2, 2012
Para Lamentar mesmo

Para Lamentar mesmo

Wednesday, May 16, 2012
LOL #sussa #mtoloco

LOL #sussa #mtoloco

Saturday, February 4, 2012
A mídia brasileira se comporta de maneira muito semelhante.

A mídia brasileira se comporta de maneira muito semelhante.

Wednesday, October 12, 2011
Greve dos bancários

Greve dos bancários

Tuesday, September 20, 2011

No Morro Dona Marta, lixo vale desconto na luz

Na semana passada, Maria de Fátima Pires, moradora do Morro Dona Marta, em Botafogo, assistiu da sua janela a uma enxurrada de lixo descer pela ladeira, num dia de chuva forte. Havia de tudo: garrafas PET, latas de refrigerante, baldes quebrados, bacia pela metade. Tudo dinheiro jogado fora, segundo ela. Maria de Fátima foi a primeira pessoa da comunidade a se inscrever no programa Light Recicla, que dá desconto na conta de luz quando o morador separa o lixo reciclável. A iniciativa, em pouco mais de um mês, já levou 450 clientes, de um total de 1.586 do lugar, a recolherem mais de cinco toneladas de detritos.

- Fui a primeira pessoa a se inscrever. Neste primeiro mês, consegui R$ 30 de bônus, baixando minha conta de R$ 130 para R$ 100. O resultado foi mais arroz, feijão, óleo e açúcar em casa - disse Fátima.

A Light quer manter o já alto índice de adimplência dos moradores do Dona Marta.

- Logo que foi implantada a UPP no Dona Marta (em dezembro de 2008), a Light contabilizou que, dos 1.586 clientes, apenas 24 pagavam a conta de luz. Hoje, 97% dos clientes pagam suas contas em dia. Antes disso, trocamos postes, cabos, transformadores e geladeiras antigas por novas, muito mais econômicas - diz o presidente da companhia, Jerson Kelman.

Segundo Fernanda Mayrink, gerente de Atendimento às Comunidades da Light, o projeto deve ser estendido a outras áreas pacificadas. As próximas devem ser os morros Chapéu Mangueira e da Babilônia, no Leme.

- No Dona Marta, há dois ecopontos, em que uma empresa de reciclagem recolhe o lixo e vai registrando os descontos na conta de luz da Light, dando um recibo. A procura logo no primeiro mês foi tão grande no Dona Marta, que o projeto deve ir para as outras comunidades com UPP. Os moradores de Botafogo e do Humaitá também já têm o direito de descontar de sua conta o que recolhem de lixo reciclável - disse Fernanda, acrescentando que os moradores desses dois bairros podem doar seus créditos conquistados com a coleta à comunidade do Dona Marta.

Via: O Globo